Situação sanitária do DF é destaque de fórum na AgroBrasília Digital

Situação sanitária do DF é destaque de fórum na AgroBrasília Digital
jul
09
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O desafio é tornar a região do Distrito Federal livre de febre aftosa sem a necessidade de vacinação

 

Encerrando o penúltimo dia de eventos da AgroBrasília Digital, ocorreu nesta quinta-feira, 9 de julho, a live “Oportunidades e desafios para o avanço da situação sanitária do DF”. O evento fez parte do II Fórum Distrital de febre aftosa e doenças vesiculares, e foi transmitido pelo canal do YouTube da AgroBrasília e pela plataforma digital.agrobrasilia.com.br.

O painel foi conduzido por Fernando Cezar Ribeiro, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF) e Adriana Del Fiaco, coordenadora de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura do DF (Seagri-DF).

Embora o Brasil seja considerado zona livre de febre aftosa, com o último caso registrado há 15 anos, o único estado do País que consegue manter esse status sem a necessidade de vacinação é Santa Catarina. O desafio da situação sanitária do Distrito Federal é se tornar uma zona livre sem vacinação. Para isso, é necessário seguir o plano estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

De acordo com Daniella Dianese, gerente de Saúde Animal da Subsecretaria de Defesa Agropecuária da Seagri-DF, para se tornar uma região livre sem vacinação, é necessário cumprir as 102 ações propostas no plano estratégico; o DF precisa concluir ainda 38 ações.

A gerente de Desenvolvimento Agropecuário da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Flávia Lage, destacou a atuação da instituição junto aos produtores, com capacitações, conscientização e dias de campo que levam informação às áreas rurais. Pontuou, ainda, a característica única do DF de proximidade e facilidade de comunicação entre os órgãos.

O Distrito Federal tem status de região livre de febre aftosa desde 2000, com o último caso da doença registrado em 1993. A erradicação da doença sem a necessidade de vacinação é o grau máximo de sanidade do setor, o que permitiria a abertura de novos mercados para a carne bovina produzida na região. Esse status é concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal.